sexta-feira, 19 de março de 2010

ENSAIO DE VEDAÇÃO E VERIFICAÇÃO

Bem, o Programa de Proteção Respiratória-PPR, que foi aprovado pela Instrução Normativa Nº 1 do MTE no ano de 1994, nos revela de forma clara e objetiva duas novidades, que são: os Fatores de Proteção Atribuído-FPA e os procedimentos permitidos para verificar a adaptação dos respiradores com vedação facial no rosto do usuário. Embora possa parecer à mesma coisa (ensaio de verificação e ensaio de vedação) estes termos possuem significados diferentes e procedimentos diferentes. O ensaio de verificação, que corresponde ao termo inglês FIT CHECK, é um teste realizado pelo próprio usuário e que tem a finalidade de comprovar se o respirador (com vedação facial é claro) está colocado corretamente no rosto e o ensaio de vedação, que corresponde ao termo inglês FIT TEST, tem por finalidade, confirmar, de forma mais elaborada, se o respirador, que passou pelo ensaio de verificação, possui uma adaptação aceitável no rosto do usuário. TODOS os respiradores, sejam eles de pressão positiva ou negativa e que possuem vedação facial, devem ser submetidos aos ensaios de verificação e vedação. Depois da realização do ensaio de vedação, este deve ser repetido anualmente ou quando aparecer uma situação que comprometa a vedação do respirador no rosto, como: uma variação de 10% ou mais de peso, aparecimento de cicatrizes na área de vedação, perda de dentes ou cirurgias reconstrutivas na face. É importante ressaltar amigo prevencionista, que na realização do ensaio de vedação, o usuário de respirador (com vedação facial) deve estar completamente barbeado, pois, ando verificando nas minhas jornadas, que alguns condutores de ensaio de vedação deixam a desejar (não se preocupando muito com este fator que pode interferir nos ensaios) quando vão realizar os procedimentos permitidos. É provável que o uso de pelos faciais na área de vedação contribuirá para uma má selagem do respirador na face do usuário, facilitando a penetração do contaminante. Então, é por esse motivo que a empresa deve estabelecer uma política clara referente ao uso de barba para usuários de respiradores com vedação facial, ou seja, deve proibir o uso de respiradores para usuários que possuam pelos faciais na área de vedação. A verificação de vedação pode ser feita em duas situações e de duas formas: teste de pressão positiva e teste de pressão negativa. Na primeira situação o candidato ao uso do respirador pode utilizar o ensaio de verificação como um “teste preliminar” para escolher o EPR que melhor se adapte ao seu rosto, ou seja, tamanho e formato adequados. Na segunda situação DEVE ser feito rotineiramente durante o uso do respirador no local de trabalho para verificar se está bem ajustado na face. Agora falando das formas de se fazer à verificação (consulte o Anexo 4 do PPR-Fundacentro) podemos dizer que estes testes somente fornecem uma indicação genérica e não a certeza sobre a selagem do respirador. Lembro que o respirador deve ser bem ajustado na face (isso não significa que deve ser APERTADO), pois, colocar os tirantes tensos demais pode favorecer para uma boa selagem, porém, pode provocar muito desconforto, fazendo que seu uso por tempo prolongado seja impedido. Para realizar o teste de pressão positiva o usuário deve verificar qual o tipo de respirador que está em suas mãos (se possui ou não válvulas de inalação e exalação). Após a colocação adequada do respirador no rosto o usuário deve bloquear a válvula de exalação ou traquéia (tubo sanfonado ou não, preso na peça facial e que serve para conduzir o ar respirável ou oxigênio até as vias respiratórias). A vedação deve ser considerada aceitável quando o usuário, exalando suavemente, sentir uma pequena pressão dentro do respirador. Lembro que se deve ter o máximo de cuidado para não haver descolamento da peça facial no rosto e que os respiradores do tipo peça semifacial filtrante (PFF) somente permitem o teste de pressão positiva. Na realização do teste de pressão negativa o usuário coloca adequadamente o respirador no rosto e bloqueia a(s) entrada(s) de ar com a palma(s) da mão(s) ou estrangula a traquéia se existir. O usuário deve inspirar e segurar o ar por aproximadamente dez segundos (neste momento não pode haver a exalação do ar). A vedação será considerada aceitável se houver uma aderência do respirador no rosto do usuário e permanecer colapsada. Se a peça facial não conseguir aderir e permanecer colapsada no rosto do usuário deve-se procurar outro respirador que tenha tamanho e formato diferente. Lembro que se deve ter o máximo de cuidado para não haver descolamento da peça facial no rosto e que este procedimento (teste de pressão negativa) não pode ser realizado com os respiradores do tipo peça semifacial filtrante (PFF).

Um comentário:

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